A Qualidade na educação não está vinculada apenas à questão salarial
Outro problema grave é a falta de materiais básicos de higiene e de material didático pedagógico como lápis, borracha, caderno, cola, brinquedos, sulfite, entre outros.
As verbas destinadas à manutenção, que seriam utilizadas para pequenos reparos como torneiras, bebedouros, ventiladores, não chegaram à escola este ano, o que gera conflitos e transtornos no interior das unidades educativas.
A manutenção de equipamentos eletro-eletrônicos, a iluminação e a ventilação das salas de aula, que seria de responsabilidade da prefeitura é lenta e muitas vezes não acontece, o que obriga as unidades educativas a procurar recursos paliativos gerando desconforto e revolta, o mesmo acontece com relação à roçada do mato existente no pátio e nas imediações.
O quantitativo de funcionários e de materiais para a limpeza é insuficiente, gerando sobrecarga de trabalho e um aspecto de abandono às unidades educativas.
A demora na renovação do contrato com a empresa de Xerox, e a insuficiência no quantitativo de cotas, obriga os profissionais da educação a tirar do seu próprio salário para pagar cópias de avaliações e atividades.
A Formação Continuada oferecida aos educadores, com recursos destinados ao município especificamente para esse fim, não tem acontecido.
A elaboração de uma política salarial para todos os trabalhadores em educação a curto, médio e longo prazo, bem como a adequação do Plano de Cargos e Carreira com a construção da carreira dos funcionários administrativos neste plano, não é prioridade para a atual administração, já que as negociações não têm avançado.
O desrespeito a Deliberação 001/2008, do COMED que estabelece o quantitativo máximo de aluno por sala de aula, superlotado e tornando o espaço físico inadequado.
Diante de tantos problemas, convidamos a sociedade douradense a refletir: será que estamos preocupados apenas com nossos vencimentos? Será que não temos motivos suficientes para legitimar o movimento de greve?
Já está na hora dos nossos governantes começarem a interpretar os problemas educacionais e sociais com seriedade e coerência e não ficar tentando se defender e justificar a greve como apenas uma questão política, pois não haverá Educação de Qualidade sem o enfrentamento destes aspectos.